terça-feira, 3 de julho de 2012

Palavras



ORei Salomão disse que as palavras detém o poder da vida e da morte. Isto é, palavras vivificam. Palavras matam. Matam aos poucos.
Palavras matam aos poucos quando causam constrangimento: quem ouve quer se esconder ou desaparecer de vez, deixando claro que melhor seria se as tais palavras não tivessem sido pronunciadas.
Palavras matam aos poucos quando ferem: quem ouve sente uma dor como se alguém tivesse arrancado um pedaço seu, um pedaço da esperança, da confiança, da beleza.
Palavras matam aos poucos quando ofendem: quem ouve tem seu caráter questionado.
Palavras matam aos poucos quando geram distanciamento: quem ouve vai perdendo o prazer de estar perto de quem fala.
Palavras matam aos poucos quando desestimulam: quem ouve vai perdendo o pique, vai deixando de acreditar que vale a pena continuar lutando.
Palavras matam aos poucos quando desestabilizam processos: quem ouve começa a duvidar se está fazendo a coisa a certa, se vai chegar a algum lugar, se os outros estão igualmente comprometidos.
Palavras matam aos poucos quando impedem ou fazem morrer processos: quem ouve abandona tudo.
Palavras matam aos poucos quando promovem discórdias: quem ouve começa a se afastar de um/a e de outro/a, até ficar ilhado/a.
Palavras matam aos poucos quando alimentam enfermidades: quem ouve recebe uma bicada em sua ferida já quase cicatrizada, e quem fala bica-se a si mesmo/a.
Palavras matam aos poucos quando revelam doenças: quem ouve se denuncia, ao se dirigir ao outro mostra seu próprio desequilíbrio.
Palavras matam aos poucos quando desmascaram caráter: quem ouve percebe má fé, discerne maldade, e deixa de confiar em quem fala.
Palavras matam aos poucos quando suscitam isolamentos: quem ouve vai se afastando até que quem fala se vê sozinho/a, abandonado/a.
Palavras matam aos poucos quando espalham lama: quem ouve fica com a alma suja da sujeira do outro, o outro que falou ou o outro de quem se falou.
Palavras matam aos poucos quando caluniam: quem ouve passa a acreditar em mentiras.
Palavras matam aos poucos quando suscitam diligências: quem ouve tem que sair correndo atrás de apagar os incêndios causados por quem fala.
Palavras matam aos poucos quando diminuem: quem ouve acaba acreditando ser menor do que de fato é.
Palavras matam aos poucos quando iludem: quem ouve pensa que é verdade, quem fala acredita que é verdade, quem observa de longe lamenta dois enganados.
Palavras matam aos poucos quando expressam mentiras: quem ouve é traído, quem fala se condena.
Palavras matam aos poucos quando escondem Deus: quem ouve já não vê saída, quem fala está cego.
Palavras matam aos poucos quando induzem ao mal: quem ouve faz o que não imaginou que faria, e, depois de ter feito, lamenta e chora.
Palavras matam aos poucos quando são fúteis: quem ouve vai se cauterizando, se infantilizando, se alienando, até se perder da vida real.
Palavras matam aos poucos quando são gélidas: quem ouve vai ficando cínico/a, cético/a, amargo/a, até só enxergar o que não presta.
Palavras matam aos poucos quando se transformam em discursos: quem ouve, de tanto que já ouviu, já sabe de cor e salteado o que vai ouvir, até que já não ouve mais.
Ed René Kivitz

terça-feira, 19 de junho de 2012

SERVI AO SENHOR COM ALEGRIA


Antes, quero informar, que este é um editorial interno do site www.ibbetania.com do Pastor Neil Barreto. Espero que gostem.






“SERVI AO SENHOR COM ALEGRIA…” (SALMO 100:2A )

Esse texto retrata um conselho que, ao meu ver, é de vital importância,principalmente para aqueles que não desejam se frustrar na relação com O Senhor. Na verdade, se quisermos interpretar assim, há no texto dois conselhos; Primeiro: “Servi ao Senhor”, segundo: “Com alegria”.
Um faz alusão ao serviço e o outro à forma de se realizar tal serviço. Servirao Senhor é uma obrigação dada a todos os que foram alcançados pela graça Desse Senhor; “…Eu vos escolhi para que vades e deis frutos…”(Jo15:16), logo, a relevância desse conselho é indiscutível, até porque, como todos sabemos, Quem não vive para servir não serve para viver. Mesmo e a despeito disso, ouso dizer que o segundo conselho não pode ser desprezado por aqueles que pretendem obedecer ao primeiro conselho.
Afirmo isso por duas razões: Primeiro por que O Senhor à quem prestamos o serviço não tem carência dele. Isso quer dizer que se não O servirmos Ele não diminui ou empobrece, continua a ser quem É, logo, nosso serviço não é para dar significância a Ele mas a nós mesmos. Ele não carece do serviço, nós é que carecemos de servi-LO
Segundo e, em consequência disso, tão ou mais importante do que o serviço que O prestamos é a forma como o fazemos. O salmista diz que devemos fazê-lo “Com Alegria”. Se Deus não precisa de nosso favor/ serviço, porque nos adverte a que O sirvamos com alegria? Respondo: Para avaliar qual o conteúdo de nosso coração, para saber quem tem domínio de nosso coração, para perceber qual espirito o habita.
Sendo isso verdade, aprendemos que o serviço que prestamos ao Senhor só será recompensado em função da motivação com a qual o desenvolvemos. A recompensa, portanto, não está no serviço em si, pois Deus não precisa dele, mas, sim, na alegria com a qual O servimos, pois tal alegria revela a relação que, de fato, temos com Ele. Só se serve com alegria a alguém, quem quer que seja, a quem amamos de verdade.
Minha querida e amada Igreja Betânia, hoje, nesse domingo, iniciamos mais um ano eclesiástico e a minha oração e desejo é para que cada um de nós seja achado por Ele como um “Servo Bom e Fiel” e assim sendo, possamos ouvir durante e ao final desse ano, dos lábios de nosso Senhor, o que Ele mesmo disse aos seus bons e fiéis servos: “…sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor.” (Mt 25:21).
Por fim, retenhamos o resumo do texto: Quem serve (ao Senhor) com alegria, nunca terá falta da Alegria do Senhor!
“A Alegria do Senhor é a vossa força..” (Neem 8:10b)
Feliz novo ano eclesiástico!! De seu pastor, servo e amigo
Pr. Neil Barreto

terça-feira, 29 de maio de 2012

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Einstein e a árvore do conhecimento do bem e do mal




“Toda essa nossa tecnologia e desenvolvimento são apenas como um machado nas mãos de um demente”. — Einstein
Esta foi a afirmação de Einstein quando viu a Alemanha fanatizada pela guerra no inicio do século XX [1ª Guerra].
E o que ele viu para falar tal coisa?
Viu não apenas a Alemanha tomada pelo espírito do fanatismo racial e imperial antes de haver a manifestação mais grotesca de tal realidade, a qual veio a ganhar contornos definitivos algumas poucas décadas depois, quando veio a 2ª Guerra.
Entretanto, o que chocava Einstein era o fato que não apenas o povo caíra no fanatismo, mas também seus próprios amigos/cientistas, especialmente seu melhor amigo, que mergulhara na mesma vala.
Foi quando Einstein viu que tudo quanto começava a explodir em termos de conhecimento técnico/cientifico ia sendo imediatamente transformado em arma química, em aparatos de destruição em massa, mesmo antes da Bomba Atômica.
Ora, o que se tinha naquele tempo era ainda brincadeira se comparado ao que se tem hoje.
Einstein, todavia, viu isso antes de acontecer, por isto, indagado acerca de como seria a 3ª Guerra Mundial, ele disse: “A Terceira não sei como será. Mas a 4ª será guerreada com pedras e pedaços de pau”.
Ele anteviu o fato de que aquele conhecimento desacompanhado de consciência promoveria a Tragédia Final da Humanidade como a conhecemos.
A mesma mente que na solidão de um escritório, sem nada além de papel e lápis, pôde ver os fenômenos mais intrincados do Cosmo, apenas mediante as lógicas dos números e da intuição como experiência cientifica a ser demonstrada — também via que aquele conhecimento não tinha no homem um fundamento de paz e vida.
Ou seja:
Einstein percebeu que aquele poder de criar era o mesmo poder que descriava em escala catastrófica.
Assim, com outras palavras, Einstein afirmava a terrível realidade da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal.
Isto, entretanto, parece estar fechado à percepção de muita gente; ou, se não está, o descaso, todavia, é total para com as implicações de que o mesmo poder que descobre coisas e fenômenos é também o poder que usa o que se descobre para oprimir e aniquilar.
É trágico, mas é fato:
Para cada saber humano revolucionário sempre nos aguardam aplicativos do mesmo fenômeno na direção do que seja mal.
Assim, não em razão do saber, mas em razão de quem fica sabendo [o homem], pode-se dizer que para cada maravilha haverá a sua tragédia aplicativa.
Desse modo se pode afirmar que nada é mais real acerca do homem do que sua ligação espiritual com a Arvore do Conhecimento do Bem e do Mal.
Portanto, pergunto:
Alguém ainda duvida de que Adão comeu do fruto?
Ora, a conclusão não precisa ser baseada na Bíblia, basta que apenas se leia os sinais do homem no mundo.
Em tese este foi o fenômeno mais dramático que Einstein discerniu.
Caio Fábio

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Frases para Reflexão



A seguir, postarei frases de minha autoria e espero que as mesmas sejam úteis, reflexivas e transformadoras no seu dia-a-dia.

"A vida é uma estrada cheia de contratempos, dificuldades, buracos, obstáculos, inimigos, surpresas, desgostos, perdas, problemas, preocupações e decepções. chegar vitorioso até o final dela depende de você." (Diego de Souza)

"Quando a tristeza invade teu coração, o desânimo te domina totalmente. É a hora de você mostrar que no dia da tua angústia a tua força é grande, e não pequena." (Diego de Souza)

"Ontem não deu certo.
Hoje você não acredita mais.
Amanhã pode ser o seu dia."
(Diego de Souza)

"A Fé não é um simples exercício de Acreditar, mas também um exercício de Obedecer e Perseverar." (Diego de Souza)

"Mais uma vez se começa um novo dia. Então há a chance de ser alguém melhor, de se viver melhor, transformar para limpo o que está imundo. É a chance que temos de mostrar que ainda há esperança para este mundo." (Diego de Souza)

"Peraí, peraí:
Eu te amo não é bom dia,
Eu te amo não é boa tarde,
Eu te amo é uma frase pra ser dita
Para alguém que se ama de verdade."
(Diego Souza)


sexta-feira, 11 de maio de 2012

A GENEALOGIA DA ESPERANÇA HUMANA!


Antes, gostaria de informar que este é um artigo de Caio Fábio, que está contido no seu site www.caiofabio.net





A GENEALOGIA DA ESPERANÇA HUMANA!



Se seguirmos as seqüências bíblicas, tudo começa num jardim. De lá se é expulso, e, assim, começa a História: fora do jardim.

Agora a preocupação é tirar da terra o pão. Em seguida percebe-se que a humanidade de súbito cresce e se complexifica, e isso num ambiente estranho, no qual há gigantes e uma insinuação acerca de anjos que se misturam com mulheres. Por tal ocorrência os humanos se pervertem e vem o Dilúvio.

Assim, a humanidade registrada pela Bíblia recomeça sua jornada a partir de Noé e seus filhos: Sem, Cão e Jafé. De Sem procedem os semitas, grupo do qual Abraão é originário, de Ur dos Caldeus, na Mesopotâmia.

Em Abraão a “humanidade” é esquecida como um todo, e a história se concentram no veio semítico que tem em Abraão seu representante nas narrativas da Bíblia. Os demais povos só interessam como “gente do lugar”. Abraão se faz errante, caminhante, nômade, e, portanto, hebreu: aquele que cruza...

Assim é dito que sua descendência é feita escrava no Egito e que de lá saiu 430 anos depois, pelas mãos de Moisés, e peregrinam pelo deserto por 40 anos, até que morre toda aquela geração, incluindo Moisés; e, pelas mãos de Josué, os Hebreus entram na Terra Prometida: terra de cananeus, heveus, gebuseus, amorreus e enaquins, entre outros.

A terra é apenas “em parte” possuída por eles. Vivendo em estado de conflito, Deus lhes suscita juízes, que são apenas “homens da hora”, mas não há governo institucional de nenhuma natureza a uni-los.

Eles olham os povos à volta e pedem que o profeta Samuel lhes consiga um rei. Samuel é contra. Ele queria que Deus reinasse sobre eles. Mas Deus mesmo disse a Samuel que não era o profeta quem estava sendo rejeitado, mas Ele. Assim, depois de explicar como o rei teria poderes e privilégios que tornariam a sociedade injusta nas suas distribuições de renda e poderes, Samuel encontrou Saul. Mas como o coração de Saul enlouqueceu e surtou com o poder, Deus lhes proveu um novo rei, chamado Davi.

Em Davi a narrativa se foca ainda mais num nível especifico: a prevalência de Judá, tribo de Davi, sobre as demais. De Davi em diante os hebreus vão se tornando a nação de Israel. Em Salomão, filho de Davi, os antes hebreus agora já possuem um rei e um templo-estado.

É pelo surto de idolatria, grandeza e poder manifestos pela insensatez do sábio rei Salomão que o reino da casa de Davi é dividido. Há o "racha": dez tribos se ajuntam ao norte, no reino de Israel, e as duas do sul, Judá e Benjamim, passam a formar o reino de Judá. A preeminência religiosa e cultural do reino de Judá, ao sul, é óbvia na leitura da Bíblia.

Nesse ponto começam a pipocar profetas, levantando-se, em geral, contra o rei e contra o Templo e aquilo que ele estava significando religiosa e politicamente. Os reis se tornaram idólatras e perversos. E o templo, um lugar de poder político e de perversão da fé, existindo apenas para cumprir ritos.

Então, por tais coisas, tanto o reino do norte como o reino do sul, a seu tempo, são levados para o cativeiro. Os do reino norte voltaram “misturados”, e acabaram por se tornar “os samaritanos”. Já os do reino sul, tiveram assistência exortativa, consoladora e profética de alguns profetas dentro e fora do cativeiro, o que os ajudou a voltarem mais “integrais” à sua terra, 70 anos depois.

Daí para frente, Israel nunca mais viveu em autonomia. Estiveram sob todos os impérios tiranos da terra. E quando Jesus veio ao mundo, eram os romanos que davam as cartas no planeta.

Então, em meio a um povo que cria ser o mais especial do mundo, e que aguardava sua libertação e o cumprimento de todas as palavras dos profetas, os quais garantiam que se Israel deixasse os ídolos, e se convertesse a Deus, o Senhor lhe enviaria o Libertador, o Messias, apareceu Jesus de Nazaré.

“Ele veio para o que era Seu, mas os Seus não o receberam”.

No entanto, Jesus não tentou “ajudar” quanto a ser compreendido. Não se vê, da parte Dele, nenhuma tentativa de didaticamente “demonstrar” como as profecias também tinham Nele seu cumprimento. E às questões que lhe são postas, a maioria delas irresistíveis para qual ser humano que tivesse o que dizer e explicar, ou mesmo facilitar, são respondidas por Ele ou com outras questões ou apenas por parábolas.

Assim, o modo de Jesus tratar a questão revela completamente o modo de Deus ser em relação às questões levantadas na História.

Ele diz que é a Verdade, e não divaga filosófica e teologicamente sobre o tema. Perguntado sobre o que era a Verdade, Ele apenas olhou fundo nos olhos de quem indagava: Pilatos. Ele —Jesus— era a Verdade. Se tentasse explicá-la, Ele a mataria e a tornaria num sistema filosófico. Assim, para Ele, era uma questão de ver ou não ver, mas não de explicar. A Verdade não era explicável, do ponto de vista de Jesus, mas apenas discernida pela fé; ou seja: era uma revelação.

O modo como Jesus trata a questão da História e do futuro da humanidade também acontecem em total paradoxo.

Por um lado, Ele manda viver em paz, confiar, se alegrar, fazer o bem, curar, dar copos d’água, abrigar, hospedar, levantar o caído, abrigar o estrangeiro ou o estranho, visitar os doentes, buscar justiça para os injustiçados, fazer a paz entre os irreconciliados e anunciar que Deus estava reconciliado com os homens, Nele.

Porém, por outro lado, Ele diz que o futuro é cheio de convulsões, de guerras, de revoluções, de nação contra nação, de contorções naturais, de terremotos, de tsunamis, de fumaceira que cobriria o sol e a lua, de sangue nas estrelas... Enquanto isso, muitos se diriam “o Cristo”, e, também, a fé genuína Nele iria desaparecer da Terra. Somente depois de todas estas coisas é que o Filho do Homem volta com as nuvens dos céus, e o reino de Deus toma forma visível na Terra.

Desse modo, em Jesus, a História é experimentada como paradoxo para os Seus discípulos, os quais lutam pelo bem na terra, mas olham para algo que só pode se materializar na terra se Deus vier reinar nela e se a morte for abolida como sinal da corrupção humana.

Assim, em Jesus, temos uma escatologia demonstrada como factível em razão de sua Ressurreição dos mortos. Se Jesus não ressuscitou, não há esperança para a humanidade, pois, nesse caso, tudo acaba sempre em morte e corrupção. Mas se Ele ressuscitou, então um “fator” novo é introduzido na História, e por tal novo fator é que a escatologia de Jesus, a qual termina com a chegada do que é do Céu na Terra, se torna factível, posto que a História já teria experimentado na Ressurreição de Jesus a abertura desse Portal.

Desse modo, em Jesus, a História Humana é contada até a morte. Porém, é vencida como fatalismo, e nela é introduzida a factibilidade da Nova Jerusalém, a qual pertence à Ordem da Ressurreição.

Pois assim como todos morreram em Adão, assim todos terão a ressurreição em Cristo. Só ficarão fora dessa nova realidade aqueles que a rejeitarem depois de a terem de fato visto. E quando digo “visto”, refiro-me a um critério que só Deus possui. Ou seja: a igreja não sabe quem viu e quem não viu.

Se não tivesse havido a Ressurreição, Jesus seria apenas mais uma estatística histórica, e a História seria apenas uma estatística a se auto-aniquilar na inevitabilidade da vocação suicida que lateja na alma da humanidade.


Nele, que é Senhor da História,


Caio